A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a suspensão, por 47 dias, de um professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) devido ao uso comprovado de um certificado falso de vacinação contra a Covid-19. A penalidade foi comunicada à instituição na última sexta-feira, 24 de maio, e já está em vigor.
A Ufersa informou que apenas cumpriu a decisão da CGU, órgão responsável pela investigação e pela condução do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A identidade do servidor não foi divulgada, seguindo o que determina a legislação vigente.
As investigações revelaram que o certificado fraudulento teria sido obtido mediante o pagamento de valores que variavam entre R$ 400 e R$ 800. O esquema de fraude também teria envolvido servidores de outras instituições federais, como a Receita Federal, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e o Hospital Federal da Lagoa.
De acordo com a CGU, alguns dos certificados falsificados foram utilizados em viagens internacionais, enquanto outros foram apresentados nos próprios locais de trabalho dos envolvidos. A conduta foi considerada incompatível com os deveres e os princípios de moralidade exigidos dos servidores públicos.
A suspensão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, após a conclusão do processo disciplinar.
